quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CONTINUANDO OS CONCEITOS

Para os que não são familiarizados com o conceito de “vidas passadas”, aconselho a ler o livro de um psicanalista canadense, chamado Joel Whitton, publicado no Brasil pela Ed. Pensamento, com o título de “Vida Transição Vida”. Atualmente aliás, ele não é o único psicanalista a adotar a terapia de regressão às vidas passadas.

Se essas novas e revolucionárias técnicas – típicas da Era de Aquário - são ou não contestadas pelos terapeutas tradicionais, não cabe aqui a discussão. O fato é que elas têm ajudado milhares de pessoas, em todo o mundo, a se livrar de suas fobias, angústias, relacionamentos difíceis e uma série de sofrimentos desnecessários. Isto, por si só, já atinge o objetivo que é exatamente minimizar a permanente sensação de infelicidade, improdutividade e desintegração que acompanha muita gente, na atual existência. Com a vantagem adicional de ser um tratamento muito mais rápido.

A astrologia deve detectar, no mapa, essas áreas a serem trabalhadas, trazer ao cliente uma luz sobre a provável causa dos sentimentos desagradáveis que o assaltam e encaminhá-lo para uma terapia adequada. Não é função da astrologia – a não ser que o astrólogo tenha também uma formação terapêutica - tratar esse tipo de cliente. Este é um alerta que faz parte da ética da astrologia cármica e deve estar sempre presente, em nome da boa imagem do profissional.

Durante uma palestra realizada só para estudantes de misticismo, me perguntaram se não havia risco de um cliente piorar ao descobrir o tipo de comportamento adotado em vidas anteriores. Respondi que, em mil mapas interpretados à luz desse conceito, nunca tinha visto alguém sair pior do que entrou. Creio que há bons motivos para isso: em geral, a pessoa vem em busca de horizontes mais amplos que talvez possam responder a questões até ali, não respondidas. Vem igualmente, com muita esperança de adquirir algum conhecimento novo que alivie sua angústia, porque normalmente já tentou quase tudo. Em outras palavras: ela chega preparada para ouvir qualquer coisa que faça algum sentindo. E o melhor: quase sempre faz.

Conscientizar o cliente de algumas causas importantes, tem o milagroso poder de minimizar os efeitos. Principalmente, se a busca por uma melhor qualidade de vida for honesta. Na maioria das vezes o cliente sai pensando naquilo, depois, fecha alguns links dentro de si e por último, retorna à vida com muito mais confiança para enfrentar os obstáculos, sem aquele terrível sentimento de auto-piedade.

A palavra KARMA – que eu prefiro escrever com C inicial – de um modo geral traz um certo desconforto à pessoa pouco familiarizada com as antigas filosofias orientais, porque é quase sempre interpretada como um CASTIGO DIVINO. Se parece um castigo, e ela já se sente tão castigada pela própria vida, é natural que rejeite toda e qualquer referência ao assunto. Tenho visto, com freqüência maior do que gostaria, até um certo pânico à simples menção da palavra que, em última análise, nada mais significa que um nome para designar uma lei da natureza – ou da física como preferem alguns – de ação e reação: “à toda ação corresponde uma reação igual e contrária”. Basta uma passagem pelo segundo grau escolar para se conhecer bem esta lei. É interessante observar que, por se tratar de uma lei da natureza, o aluno a assimile apenas como algo externo a si, como se ele mesmo não fosse parte integrante desta natureza. E ao adotar esta atitude artificial, perde a oportunidade de fazê-la agir em seu próprio benefício.

A astrologia cármica, através de seus infinitos símbolos – tão infinitos quanto o próprio universo mas, ainda assim, apenas símbolos – com sua linguagem extremamente sintética, pode ajudar a pessoa a equilibrar essa lei, a partir da compreensão de seu funcionamento. E só então se sentir entrando lenta e progressivamente em harmonia consigo própria e com o universo a que pertence, onde tudo e todos se originam e se interrelacionam, num movimento sincrônico perfeito. O mapa cármico astrológico individual não é outra coisa senão a representação gráfica desse movimento, com seus pontos já equilibrados e outros ainda por equilibrar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O conceito da astrologia cármica

Há um interesse cada vez maior pela astrologia cármica, forma pouco convencional de interpretação de um mapa natal. Como nas prateleiras das livrarias, há pouquíssima literatura publicada em língua portuguesa, pensei neste blog, que não se destina a elucidar os "mistérios da criação", mas levar a quem se interessa pelo assunto, uma oportunidade de entender porque existem áreas da vida de uma pessoa mais difíceis do que outras.

A astrologia cármica. baseada no conceito da reencarnação, pode auxiliar pessoas comuns a compreenderem melhor este "porquê", pergunta sistematicamente formulada por clientes que me procuram na esperança de enxergarem um pouco de luz no final de seus túneis. Eles chegam, de um modo geral, em fases de vida bastante difíceis, atormentados por sensações que não conseguem entender, sensações essas, aparentemente sem uma causa definida - não conscientizada - convencidos de que jamais se livrarão delas. Outros, se queixam de um padrão de comportamento repetitivo que atrasa e, em muitos casos, até impede que levem uma vida razoavelmente satisfatória.

O mapa cármico não vai informar QUEM esta pessoa foi em vidas passadas, mas vai, com certeza, através de seus símbolos, mostrar COMO a pessoa se comportou, a ponto de, ainda guardar, no mais profundo do seu inconsciente, sensações originadas, não só na infância da vida atual, mas também em vidas passadas. Essas sensações estão, quase sempre, presentes na personalidade e no comportamento atuais.

É função do atrólogo detectar esse comportamento - motivo de vários tipos de transtornos psicológicos - e descrevê-lo para que venha ao consciente, abrindo uma porta de acesso ao círculo vicioso do sentimento de culpa, que não permite que elas se perdoem de quem foram e do que fizeram. Na maioria das vezes nem é do que fizeram, mas do que tiveram oportunidade de fazer e se negaram por algum motivo. Ou seja, deixam de viver o aqui e agora para ficarem presas a essas sensações paralizantes. E obviamente, se não conseguem perdoar a si mesmas, não conseguem também perdoar a quem quer que tenha feito algo de ruim a elas.

A partir do momento em que o astrólogo começa a sintetizar a historinha daquela pessoa, ela pode começar a ver o mundo com olhos, não de vítima do destino. mas como um ser que teve a oportunidade de escolher seu novo caminho, de forma a compensar essas áreas mal ou totalmente não resolvidas num passado, ás vezes, remotíssimo.

Por essa razão escolhi a astrologia cármica: nós não somos do jeito que somos por termos nascido em signos A,B ou C. É ao contrários: nascemos nos signos A,B ou C, para aprender a lidar com a energia desses signos e, com isso, ter a chance de resgatar as áreas cármicas do passado. Portanto, deixemos de lado o conceito errôneo de que carma é um castigo. Não, o carma, nada mais é do que uma lei da natureza: de causa e feito ou ação e reação.

Peço perdão aos meus 4 fiéis seguidores. O assunto é muito extenso e vou tentar dar uma continuidade, ainda que não diariamente. Meus outros afazeres me impedem de ser muito assídua.
Até a próxima.