Fritjof Capra diz em seu livro “Tao da Física” que “A teia cósmica é viva, move-se, cresce e se transforma incessantemente. A física moderna também concebe, hoje em dia, o universo como essa teia de relações e, à semelhança do misticismo oriental, acabou por reconhecer que essa teia é intrinsicamente dinâmica”.
A ciência, hoje, já não refuta a relação existente entre micro e macrocosmo, tentando estabelecer paralelos que vêem ao encontro de teorias de filósofos e místicos da mais remota antiguidade: “Tudo que está em cima é semelhante ao que está em baixo”.
Uma dessas semelhanças é a comparação do átomo, com seu núcleo e elétrons, e o Sol com seus planetas circundantes. Muitos átomos formam uma molécula; muitas moléculas formam um corpo, muitos corpos formam uma humanidade, um planeta. Vários planetas formam um sistema solar; vários sistemas solares formam uma galáxia: várias galáxias formam um universo.
A partir disso, é fácil compreender que estamos indo sempre em direção ascendente, em busca de uma unidade. Portanto, fica igualmente fácil compreender que o homem não é um ser separado do universo. O universo não é algo exterior a ele, mas está dentro e fora dele e com ele tem um interrelação de dependência.
A astrologia cármica estuda exatamente este processo de sincronicidade entre o homem e o universo, tentando demonstrar que, ao contrário do que se pensa, os astros não influenciam as pessoas, mas têm com elas uma troca de energia no ato do nascimento, criando um conjunto de tendências naturais, a serem ou não desenvolvidas durante aquele período específico chamado encarnação. Quando digo que podem ou não serem desenvolvidas é porque nascemos com o livre arbítrio. Ou seja, podemos escolher desenvolver ou não nossas tendências.
A palavra desenvolver já sugere um processo evolutivo e, segundo o princípio reencarnatório, o ser humano acumula diversas experiências ao longo de suas incontáveis encarnações. Portanto, ao nascer, ele sintetiza tudo que já experimentou, já aprendeu antes e tudo que ainda falta vivenciar, como uma espécie de pré-requisito para alcançar um grau evolutivo maior. Como “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” (Lei de Lavoisier), o homem traria, ao nascer, internamente (nos gens) e externamente (na personalidade) a soma de suas transformações. Ou seja, aquilo que já foi assimilado e o que falta assimilar agora.
No entanto, é preciso que se diga que, ao nascer, o homem está, por Deus (digamos assim) perdoado de tudo. Não temos que ficar presos ao passado para continuar nossas experiências. O que equivale a dizer que não temos que nos sentir vítimas de experiências ruins de passado.
Para a astrologia cármica, não existe a casualidade. Isto é, a pessoa não nasce numa determinada data, hora e local, e é fruto de um espermatozóide e de um óvulo por mero acaso ou capricho divino. Há um agente motivador atuando atrás dessa aparente casualidade.
Embora hoje, haja uma corrente de pensadores agnósticos afirmando exatamente que somos mero acidente do processo da vida, continuo acreditando que Deus não joga dados. A lei da ação e reação, no meu entender, é bastante semelhante à lei da gravidade. Quando se joga uma pedrinha para o alto, ela certamente voltará, atraída pela gravidade da Terra. No entanto, um motor e duas asas, interferem nessa lei, fazendo com que um avião, por exemplo, cruze o espaço sem despencar. Ainda assim, em algum momento, ele terá que descer à Terra para abastecer. O que me leva, mais um vez, a pensar que nada no universo é fixo ou imutável. Parece haver um momento certo para tudo e uma ordem perfeita atrás de todo o aparente caos.
Na próxima vez que voltar aqui, quero abrir um parêntesis para falar do hábito que temos de só acreditar nas coisas que podemos pegar, provar, cheirar . ver e ouvir. Costumamos só acreditar nos nossos cinco sentidos, esquecendo que existem outros sentidos muito sutis- mas nem por isso menos confiáveis- como, por exemplo, a intuição.
domingo, 7 de março de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
REFLEXÕES SOLTAS
Fico me perguntando por que escolhi este país para reencarnar. Minha “personalidade-alma” devia estar muito zangada.
Em ano de eleições, é bom jogar na rede uma observação: vocês já notaram que o nosso distinto Presidente aboliu nos últimos anos uma palavra que antes ele usava com freqüência? A palavra “maracutaia.”, de repente, sumiu do vocabulário dele. Por que será?
Pensem nisso no próximo mês de outubro e quem tiver Orkut, Facebook, Twitter, etc façam a mesma pergunta. Quem sabe alguém mais inteligente do que eu consiga responder.
Existem vários aspectos no meu mapa que dão esta indicação. Mas como sou apenas uma astróloga e não uma vidente, ainda não consegui responder de forma a me satisfazer plenamente. Mas devo dizer que, apesar disso, abençôo mînha condição de brasileira. Mesmo que um tanto descontente.
Aprendi, ao longo da vida, estudando os diversos conceitos “filosóficos” sobre vida que somos os únicos responsáveis pelas experiências boas ou ruins que temos. Não adianta nada a gente culpar os pais ou a família pelos nossos sucessos ou nossos fracassos.
Pensem bem: hoje você culpa os pais, os pais culparam seus avós, seus avós culparam seus bisavós e assim indefinidamente. Dessa forma, vamos acabar culpando Adão e Eva. Como não acredito muito neles...
Alguma coisa dentro da gente faz com que tenhamos, o tempo todo, escolhas a fazer. Podemos escolher rir ou chorar, ir para a esquerda ou direita, ficar parados descansando da longa jornada, enfim, tudo faz parte de um processo interno, consciente ou inconsciente. Quando é consciente, se torna mais fácil descobrir os motivos dessa ou daquela escolha. Mas quando essa escolha vem do inconsciente, aí o bicho pega. Ficamos sempre muito zangados se algo sai errado, porque não reconhecemos o erro como escolha.
Mas o que é certo e errado na nossa vida? Um conceito? O que para mim hoje parece certo, amanhã pode se tornar um desastre. Acredito piamente que estamos aqui para sermos todos felizes, saudáveis e ricos. Se ainda não conseguimos este paraíso, é porque nossas escolhas, de alguma forma fizeram com que mudássemos o rumo em algum momento e por algum motivo muito particular. São essas particularidades que podemos investigar, se tivermos coragem suficiente para tanto. Se descobríssemos as causas, os efeitos seriam infinitamente melhores. Mais uma vez., a lei de causa e efeito (ou lei do carma do aqui e agora) se manifestando. Por isso, o melhor conselho que tento seguir e tento passar para os meus clientes é: faça hoje o que parece ser o melhor e seu amanhã está garantido. Não existe o ontem e não existe o amanhã. Tudo que existe é o hoje.
Falando assim, parece que estamos sendo impulsivos. Mas na verdade não precisamos ter pressa. Estaremos só acompanhando o fluxo da vida e vamos descobrir que nossa ansiedade vai para o ralo. Viver um dia de cada vez é o caminho mais curto para se aprender a viver sem maiores ansiedades. Claro que para isto, temos que passar por um longo treinamento porque não fomos condicionados a observar este fluxo da vida. O Universo é tão abundante, tão abrangente que quase nunca conseguimos observá-lo como deveríamos. Ninguém para para contar quantas folhas tem uma árvore ou quantas gotinhas de água tem um balde. O que nos faz ficar infelizes é a falsa crença de escassez. Mas o Universo não é escasso. Existe de tudo para todos, o tempo todo. Pensemos nisso antes de nos deixar arrastar para o desespero.
Em ano de eleições, é bom jogar na rede uma observação: vocês já notaram que o nosso distinto Presidente aboliu nos últimos anos uma palavra que antes ele usava com freqüência? A palavra “maracutaia.”, de repente, sumiu do vocabulário dele. Por que será?
Pensem nisso no próximo mês de outubro e quem tiver Orkut, Facebook, Twitter, etc façam a mesma pergunta. Quem sabe alguém mais inteligente do que eu consiga responder.
Existem vários aspectos no meu mapa que dão esta indicação. Mas como sou apenas uma astróloga e não uma vidente, ainda não consegui responder de forma a me satisfazer plenamente. Mas devo dizer que, apesar disso, abençôo mînha condição de brasileira. Mesmo que um tanto descontente.
Aprendi, ao longo da vida, estudando os diversos conceitos “filosóficos” sobre vida que somos os únicos responsáveis pelas experiências boas ou ruins que temos. Não adianta nada a gente culpar os pais ou a família pelos nossos sucessos ou nossos fracassos.
Pensem bem: hoje você culpa os pais, os pais culparam seus avós, seus avós culparam seus bisavós e assim indefinidamente. Dessa forma, vamos acabar culpando Adão e Eva. Como não acredito muito neles...
Alguma coisa dentro da gente faz com que tenhamos, o tempo todo, escolhas a fazer. Podemos escolher rir ou chorar, ir para a esquerda ou direita, ficar parados descansando da longa jornada, enfim, tudo faz parte de um processo interno, consciente ou inconsciente. Quando é consciente, se torna mais fácil descobrir os motivos dessa ou daquela escolha. Mas quando essa escolha vem do inconsciente, aí o bicho pega. Ficamos sempre muito zangados se algo sai errado, porque não reconhecemos o erro como escolha.
Mas o que é certo e errado na nossa vida? Um conceito? O que para mim hoje parece certo, amanhã pode se tornar um desastre. Acredito piamente que estamos aqui para sermos todos felizes, saudáveis e ricos. Se ainda não conseguimos este paraíso, é porque nossas escolhas, de alguma forma fizeram com que mudássemos o rumo em algum momento e por algum motivo muito particular. São essas particularidades que podemos investigar, se tivermos coragem suficiente para tanto. Se descobríssemos as causas, os efeitos seriam infinitamente melhores. Mais uma vez., a lei de causa e efeito (ou lei do carma do aqui e agora) se manifestando. Por isso, o melhor conselho que tento seguir e tento passar para os meus clientes é: faça hoje o que parece ser o melhor e seu amanhã está garantido. Não existe o ontem e não existe o amanhã. Tudo que existe é o hoje.
Falando assim, parece que estamos sendo impulsivos. Mas na verdade não precisamos ter pressa. Estaremos só acompanhando o fluxo da vida e vamos descobrir que nossa ansiedade vai para o ralo. Viver um dia de cada vez é o caminho mais curto para se aprender a viver sem maiores ansiedades. Claro que para isto, temos que passar por um longo treinamento porque não fomos condicionados a observar este fluxo da vida. O Universo é tão abundante, tão abrangente que quase nunca conseguimos observá-lo como deveríamos. Ninguém para para contar quantas folhas tem uma árvore ou quantas gotinhas de água tem um balde. O que nos faz ficar infelizes é a falsa crença de escassez. Mas o Universo não é escasso. Existe de tudo para todos, o tempo todo. Pensemos nisso antes de nos deixar arrastar para o desespero.
Assinar:
Postagens (Atom)
