quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CONTINUANDO OS CONCEITOS

Para os que não são familiarizados com o conceito de “vidas passadas”, aconselho a ler o livro de um psicanalista canadense, chamado Joel Whitton, publicado no Brasil pela Ed. Pensamento, com o título de “Vida Transição Vida”. Atualmente aliás, ele não é o único psicanalista a adotar a terapia de regressão às vidas passadas.

Se essas novas e revolucionárias técnicas – típicas da Era de Aquário - são ou não contestadas pelos terapeutas tradicionais, não cabe aqui a discussão. O fato é que elas têm ajudado milhares de pessoas, em todo o mundo, a se livrar de suas fobias, angústias, relacionamentos difíceis e uma série de sofrimentos desnecessários. Isto, por si só, já atinge o objetivo que é exatamente minimizar a permanente sensação de infelicidade, improdutividade e desintegração que acompanha muita gente, na atual existência. Com a vantagem adicional de ser um tratamento muito mais rápido.

A astrologia deve detectar, no mapa, essas áreas a serem trabalhadas, trazer ao cliente uma luz sobre a provável causa dos sentimentos desagradáveis que o assaltam e encaminhá-lo para uma terapia adequada. Não é função da astrologia – a não ser que o astrólogo tenha também uma formação terapêutica - tratar esse tipo de cliente. Este é um alerta que faz parte da ética da astrologia cármica e deve estar sempre presente, em nome da boa imagem do profissional.

Durante uma palestra realizada só para estudantes de misticismo, me perguntaram se não havia risco de um cliente piorar ao descobrir o tipo de comportamento adotado em vidas anteriores. Respondi que, em mil mapas interpretados à luz desse conceito, nunca tinha visto alguém sair pior do que entrou. Creio que há bons motivos para isso: em geral, a pessoa vem em busca de horizontes mais amplos que talvez possam responder a questões até ali, não respondidas. Vem igualmente, com muita esperança de adquirir algum conhecimento novo que alivie sua angústia, porque normalmente já tentou quase tudo. Em outras palavras: ela chega preparada para ouvir qualquer coisa que faça algum sentindo. E o melhor: quase sempre faz.

Conscientizar o cliente de algumas causas importantes, tem o milagroso poder de minimizar os efeitos. Principalmente, se a busca por uma melhor qualidade de vida for honesta. Na maioria das vezes o cliente sai pensando naquilo, depois, fecha alguns links dentro de si e por último, retorna à vida com muito mais confiança para enfrentar os obstáculos, sem aquele terrível sentimento de auto-piedade.

A palavra KARMA – que eu prefiro escrever com C inicial – de um modo geral traz um certo desconforto à pessoa pouco familiarizada com as antigas filosofias orientais, porque é quase sempre interpretada como um CASTIGO DIVINO. Se parece um castigo, e ela já se sente tão castigada pela própria vida, é natural que rejeite toda e qualquer referência ao assunto. Tenho visto, com freqüência maior do que gostaria, até um certo pânico à simples menção da palavra que, em última análise, nada mais significa que um nome para designar uma lei da natureza – ou da física como preferem alguns – de ação e reação: “à toda ação corresponde uma reação igual e contrária”. Basta uma passagem pelo segundo grau escolar para se conhecer bem esta lei. É interessante observar que, por se tratar de uma lei da natureza, o aluno a assimile apenas como algo externo a si, como se ele mesmo não fosse parte integrante desta natureza. E ao adotar esta atitude artificial, perde a oportunidade de fazê-la agir em seu próprio benefício.

A astrologia cármica, através de seus infinitos símbolos – tão infinitos quanto o próprio universo mas, ainda assim, apenas símbolos – com sua linguagem extremamente sintética, pode ajudar a pessoa a equilibrar essa lei, a partir da compreensão de seu funcionamento. E só então se sentir entrando lenta e progressivamente em harmonia consigo própria e com o universo a que pertence, onde tudo e todos se originam e se interrelacionam, num movimento sincrônico perfeito. O mapa cármico astrológico individual não é outra coisa senão a representação gráfica desse movimento, com seus pontos já equilibrados e outros ainda por equilibrar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O conceito da astrologia cármica

Há um interesse cada vez maior pela astrologia cármica, forma pouco convencional de interpretação de um mapa natal. Como nas prateleiras das livrarias, há pouquíssima literatura publicada em língua portuguesa, pensei neste blog, que não se destina a elucidar os "mistérios da criação", mas levar a quem se interessa pelo assunto, uma oportunidade de entender porque existem áreas da vida de uma pessoa mais difíceis do que outras.

A astrologia cármica. baseada no conceito da reencarnação, pode auxiliar pessoas comuns a compreenderem melhor este "porquê", pergunta sistematicamente formulada por clientes que me procuram na esperança de enxergarem um pouco de luz no final de seus túneis. Eles chegam, de um modo geral, em fases de vida bastante difíceis, atormentados por sensações que não conseguem entender, sensações essas, aparentemente sem uma causa definida - não conscientizada - convencidos de que jamais se livrarão delas. Outros, se queixam de um padrão de comportamento repetitivo que atrasa e, em muitos casos, até impede que levem uma vida razoavelmente satisfatória.

O mapa cármico não vai informar QUEM esta pessoa foi em vidas passadas, mas vai, com certeza, através de seus símbolos, mostrar COMO a pessoa se comportou, a ponto de, ainda guardar, no mais profundo do seu inconsciente, sensações originadas, não só na infância da vida atual, mas também em vidas passadas. Essas sensações estão, quase sempre, presentes na personalidade e no comportamento atuais.

É função do atrólogo detectar esse comportamento - motivo de vários tipos de transtornos psicológicos - e descrevê-lo para que venha ao consciente, abrindo uma porta de acesso ao círculo vicioso do sentimento de culpa, que não permite que elas se perdoem de quem foram e do que fizeram. Na maioria das vezes nem é do que fizeram, mas do que tiveram oportunidade de fazer e se negaram por algum motivo. Ou seja, deixam de viver o aqui e agora para ficarem presas a essas sensações paralizantes. E obviamente, se não conseguem perdoar a si mesmas, não conseguem também perdoar a quem quer que tenha feito algo de ruim a elas.

A partir do momento em que o astrólogo começa a sintetizar a historinha daquela pessoa, ela pode começar a ver o mundo com olhos, não de vítima do destino. mas como um ser que teve a oportunidade de escolher seu novo caminho, de forma a compensar essas áreas mal ou totalmente não resolvidas num passado, ás vezes, remotíssimo.

Por essa razão escolhi a astrologia cármica: nós não somos do jeito que somos por termos nascido em signos A,B ou C. É ao contrários: nascemos nos signos A,B ou C, para aprender a lidar com a energia desses signos e, com isso, ter a chance de resgatar as áreas cármicas do passado. Portanto, deixemos de lado o conceito errôneo de que carma é um castigo. Não, o carma, nada mais é do que uma lei da natureza: de causa e feito ou ação e reação.

Peço perdão aos meus 4 fiéis seguidores. O assunto é muito extenso e vou tentar dar uma continuidade, ainda que não diariamente. Meus outros afazeres me impedem de ser muito assídua.
Até a próxima.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A questão do poder

Todo escorpião tem um grande fascínio pelo poder.
Nem sempre é o poder de "linha de frente". Muitas vezes ele prefere exercer este poder como uma espécie de "eminência parda", aquela que é consultada, ouvida e obedecida nas decisões importantes. Algumas vezes, vai preferir exercer o poder em algum cargo político porque gosta das facilidades que o tipo de cargo oferece. Mas em outras ocasiões, prefere exercer o poder sobre pessoas próximas: parceiro(a), filhos, pais, irmãos ou colegas de trabalho. Faz parte da arte da manipulação, onde é imbatível.
O poder e o controle caminham juntos. Tenta sempre estar no controle da situação porque, caso contrário, vem o sentimento de impotência que cria uma angústia quase insuportável. Então, para que esse sentimento não apareça, prefere estar sempre no comando. É possível que esta angústia seja o medo da perder alguma coisa, a frustração por ter que desistir e aceitar aquilo que está acima do controle e do poder dele. São muitas as situações de vida onde somos obrigados a renunciar. Mas a renúncia é exatamente o ponto crítico onde a virada se faz necessária: a transformação e transcendência tão dolorosas
Outro lado muito interessante ( e que as pessoas chamam de vingança), é a capacidade de se lembrar das coisas. Escorpião não é vingativo. Apenas não se esquece. Assim como não se esquece do que fizeram de bom, também não esquece o que fizeram de ruim. No primeiro caso, ele vai guardar um sentimento de gratidão eterno e se algum dia puder retribuir, vai fazê-lo em alto estilo: não vai sair por aí espalhando aos quatro ventos do que é capaz de fazer.Vai simplesmente ver o que é possível fazer para ajudar aquela pessoa, no mais absoluto silêncio. E não se espantem se chegar um belo dia, com a solução pronta.
No segundo caso, ele vai simplesmente eliminar toda e qualquer tentativa de proximidade com a pessoa que causou o mal. E se algum dia souber que algo ruim aconteceu a esta pessoa, vai se sentir absolutamente indiferente. Um escorpião autêntico, dificilmente conseguirá ser hipócrita. O silêncio a respeito do assunto parece, aos outros, uma atitude de vingança. Mas na verdade, não vai além de total falta de interesse pela pessoa.
Quando não quer falar sobre alguém ou alguma coisa, por alguma razão especial, cria um silêncio mortal. Ele acha que aquilo é assunto que só diz respeito a ele próprio e ponto final. É capaz de guardar um segredo até a morte. Segredo este, que não revela a ninguém. E quando digo ninguém, é ninguém mesmo.

Acho que aí estão as principais características deste signo tão mal compreendido. Espero que daqui para frente as pessoas não precisem mais ter medo dos plutonianos.
Até breve.

domingo, 8 de novembro de 2009

A sutileza do Escorpião

Escorpião tem um lado muito positivo: tem uma percepção sutil, muito sutil de situações que quase ninguém percebe.Como se tivesse um fio invisível permanentemente conectado e através do qual chegam informações que ele não sabe de onde estão vindo. Isso pode torná-lo, aos olhos dos outros, como uma pessoa eternamente desconfiada. Mas, na verdade, ele só captou algo que ninguém ainda teve a mesma sensibilidade para perceber. Esta sensibilidade aparece pela paixão pela música, por exemplo. Não conheço nenhum que deteste música. E evidentemente aparece também em outros setores das artes. Com uma capacidade de enxergar o que está por trás das intenções, é excelente terapeuta. Signo de água, é extremamente intuitivo e, por conta disso, se torna curioso sobre questões subjetivas da vida. Faz questionamentos filosóficos sobre vida, morte, Deus,alma, enfim todas as perguntas irrespondíveis. O pensamento de um Escorpião é veloz mas como é signo mais reativo do que ativo, leva tempo para processar a quantidade de informações que chegam à mente Existe uma distância entre perceber e reagir. É esta sutileza, aliada à intelectualidade e sensibilidade, que dá a ele a fama de manipulador. Com senso de "semancol" maior que em outro signo qualquer, pode tentar mudar a situação que desagrada. Se não consegue, se recolhe. Como são movidos pela paixão e pelo desejo, tudo vai depender do nível de interesse pessoal.Se deseja muito alguma coisa, pode se tornar obsessivo e realmente tentar manipular. Mas se não houver um desejo intenso, vai desistir e encontrar outro objeto de paixão. Daí, também, a fama de ser um conquistador incansável. Não é verdade: como tudo na vida dele, depende do interesse naquele assunto, naquele momento. Se tiver, por exemplo, com um assunto de maior interesse imediato, a sexualidade pode estar na fase "baixa". Não vai nem reparar que tem alguém interessado nele. Quando aquilo que era prioritário na mente dele, estiver solucionado ou equacionado, aí então pode pular para uma fase de sexualidade intensa.
Faça uma pergunta simples a um escorpião, do tipo "vamos ao cinema amanhã?" e você, com certeza não terá uma pronta resposta, mesmo que ele queira ir. Antes, vai elaborar o que terá para fazer no dia seguinte, vai se perguntar se está realmente com vontade de ir ao cinema, se a companhia de quem convidou é agradável, etc. Se a pessoa insistir na pergunta uma segunda vez, ele já vai se sentir pressionado a responder algo que ele realmente ainda não sabe. Se houver, então uma terceira vez, ele vai responder um sonoro "NÃO". Esta negativa, na verdade, significa apenas que ele quer se livrar da pressão e quase sempre pode não corresponder ao desejo real de ir ou não ao cinema no dia seguinte. Portanto, se você receber um "não" imediato, dê um tempo. Um pouco mais tarde você terá a resposta certa.
Se as perguntas forem mais complexas, então, ele vai precisar de muito mais tempo para respondê-las.Como disse, antes, é preciso dar tempo.


A complexidade da personalidade de um escorpião precisa ser compreendida. E o signo que melhor fará isso será o Aquário. Por isso, atenção: um Escorpião teve, tem ou terá alguém de Aquário. A atração de um pelo outro pode chegar a 70%. Portanto, se você tem um namorado(a) Escorpião, trate de afastá-lo de um(a) Aquário. É impressionante: parece um ímã.


Numa outra postagem tentarei falar sobre a questão do poder.



sábado, 7 de novembro de 2009

NÃO EXISTEM SIGNOS BONS E SIGNOS RUINS

NÃO EXISTEM SIGNOS BONS E SIGNOS RUINS
O que existe é gente que sabe aproveitar a energia positiva do signo e gente que só sabe utilizar a energia negativa. A vida é feita de polaridades opostas. Signos também. E já observei que quando uma pessoa usa muito o seu signo oposto, normalmente está captando o lado negativo desta oposição. Mas o que normalmente essas pessoas não se dão conta é que não precisam estar penduradas ou para um lado ou para o outro. Basta fazer uma escolha, ou seja, utilizar o sagrado livre-arbítrio e o problema estará quase que automaticamente resolvido. Não é necessário continuar uma batalha onde o único perdedor é a própria pessoa.
Ainda sobre os mitos, é comum as pessoas torcerem o nariz quando alguém se declara Escorpião.
Uma vez me disseram que quando um escorpião se via cercado por um círculo de fogo, ferroava a si mesmo e morria. Fiz esta experiência, há muitos anos atrás e, pelo menos, no meu caso, o bichinho se mostrou muito esperto e saiu mais vivo do que nunca. Foi no nordeste, onde costuma aparecer uns escorpiões de tamanho bem respeitável. Ele estava no banheiro. Fui buscar uma garrafa de álcool, fiz um círculo em volta dele e incendiei. Fiquei esperando que ele se suicidasse. Ao invés disso, o bichinho permaneceu imóvel, bem ao centro, e assim que o álcool evaporou, saiu correndo meio atabalhoado, como se procurasse um buraquinho onde se enfiar. Fiquei tão penalizada que acabei indo buscar uma caixinha de papelão, empurrei-o para dentro e soltei-o numa fenda bem escura, entre duas pedras, do lado de fora da casa, onde ele finalmente poderia se proteger.
Certamente eu não teria a mesma condescendência com uma barata. Lamentavelmente é o único bicho que sempre matei sem peso na consciência. Ainda assim, um dia, enquanto tentava acertar uma com chineladas, meu marido me fez a seguinte pergunta:
- Você por um acaso sabe fazer outra igual?
- Claro que não e nem estou interessada.
- Então, por que você quer matá-la?
Pela primeira vez senti remorso de matar uma barata.
Este é o sentimento de culpa que todo Escorpião carrega. Eles se sentem culpados por tudo, literalmente tudo. E essa culpa está muito associada ao controle. Como é o signo que melhor exerce o autocontrole, pensam que podem igualmente controlar tudo e todos. Daí uma permanente angústia interior com aparência externa de absoluta calma. Mas sabemos que, na verdade, conseguimos controlar muito pouca coisa. Não conseguimos, por exemplo, controlar o que os outros pensam ou sentem a nosso respeito. Apesar das tentativas infrutíferas de tentarmos convencer os outros de que somos assim ou assado, jamais vamos controlar pensamentos e sentimentos de ninguém. Mas o Escorpião pensa que pode. Só pensa. E quando percebe que é um desgaste inútil, fica muito irritado com ele mesmo. Nada mais é que um excesso de ego. Portanto, o maior trabalho que um Escorpião tem nessa vida é a de ajustar o tamanho desse ego. Não pode ser pequeno demais, porque se tornam pessoas de auto-estima no pé. E não pode ser grande demais porque se tornam prepotentes. Por essa razão é considerado um signo de extremos opostos. A maior missão de um Escorpião hoje, aqui, é exatamente fazer a passagem da etapa materialista (Touro )- que, a priori, já deveria estar superada – para a fase espiritualista, muito mais difícil de encarar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobre os Mitos de Escorpião

A historinha me foi contada por um velho amigo: um sapo e um escorpião estavam à beira de um riacho. O sapo estava prestes a pular na água para atravessá-lo, quando o escorpião pediu:
- Me leva nas suas costas?
- Você está maluco? – disse o sapo - No meio da travessia você me pica e eu morro afogado?...
- Raciocine: se eu te picar no meio da travessia morreremos os dois. Então, você não corre este risco, concorda?
O sapo ponderou e achou que o escorpião estava certo. Mesmo assim, desconfiado, perguntou:
- Mas e quando eu te deixar do outro lado? Você promete que não vai me picar?
O escorpião ficou um pouco calado e depois disse.
- Está feito, prometo. Afinal, você está me prestando um grande favor.
E o sapo:
- Então pula aí nas minhas costas.
O escorpião se acomodou bem no meio das costas do sapinho e lá foram eles em direção à margem oposta. Quando chegaram lá, o sapo, gentilmente disse:
- Pronto, pode descer.
O escorpião, desceu mas tão logo se viu em terra firme, virou-se rápido e ferroou o sapinho.
- Ai ”cara”- gritou o sapinho - você prometeu que não ia me picar.
- Desculpe – disse o escorpião – nada de pessoal contra você. É que é da minha natureza.

Essas e muitas outras lendas fazem com que o signo de Escorpião seja estigmatizado.
Na minha última postagem, falei dos plutonianos. Mas esqueci de uma indicação fundamental: quem são os verdadeiros plutonianos? Pela tradição, aqueles que nascem com o sol, ou a lua, ou o ascendente, ou o meio- do- céu no signo de Escorpião. Ou ainda aqueles que têm o planeta Plutão nos ângulos (ascendente, fundo-do-céu, descendente e meio-do céu). Aqueles que têm mais de dois planetas no signo de escorpião e ainda quem nasce com muitos planetas na oitava casa. Contudo, já vi, por exemplo, várias pessoas que nasceram com sol em conjunção a Plutão demonstrarem características muito fortes de escorpião. Por isso eu incluiria este aspecto como sendo mais um item da lista.
Esclarecido este ponto, agora vamos ao signo de Escorpião: quem são eles afinal? Difícil responder por que eles mesmos não sabem. E como sempre escondem alguma coisa, podem estar certos de que lidar com eles exige uma dose cavalar de paciência e investigação. Mas que essa investigação seja feita com muito cuidado e não permitindo que eles desconfiem. Uma das coisas que Escorpião mais detesta é se expor. Se a exposição não partir deles próprios, é bom ficar longe de qualquer pergunta indiscreta ou que faça com que ele se sinta pressionado. Porque é nesse momento que ele vai picar.
Existem vários tipos de escorpiões: basta um planeta em conjunção com o sol para que um já não seja exatamente igual ao outro. Mas o que normalmente acontece - e é o mais comum - é encontrar as duas polaridades opostas: por exemplo, aqueles que falam pelos cotovelos e aqueles que são mudos feito a esfinge. Guardando as devidas proporções e sempre levando em conta o resto do mapa, vamos ter a individualidade de cada um. Por essa razão, eu considero o mapa, uma espécie de carteira de identidade celeste, com uma impressão digital única. Cada um tem a sua.
Aí vem a pergunta clássica: “e o mapa de irmãos gêmeos?”. Ok, já respondi isso uma dezena de vezes, nas diversas palestras que fiz. E só posso responder, baseada na experiência. Sim, já fiz vários mapas de gêmeos e encontrei uma curiosidade muito interessante: primeiro que nascem com até meia hora de diferença um do outro, quando o médico permite que seja parto normal. Nessa preciosa meia hora, a lua pode mudar e o ascendente idem, o que já vai fazer diferença na personalidade. Mas de tudo, o que me chamou mesmo a atenção, é que em todos os casos, sem exceção, um era o oposto do outro, como se um tivesse nascido, por exemplo, em Escorpião e o outro em Touro.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quem tem medo de Plutão?

Temos mesmo que ter medo de Plutão?
A resposta a esta pergunta é tão complexa quanto à própria energia que o planeta emite nos nossos mapas.
Vamos entender um pouquinho dessa energia: Plutão é um planeta de extremos. Ou está para um lado ou está para o outro. Nunca em cima do muro. Tudo com ele é radical. Quando está apaixonado, está muito apaixonado. Quando não está, se torna absolutamente indiferente. Quando quer terminar um relacionamento, cuida de matar dentro dele qualquer tipo de sentimento ainda existente e depois, simplesmente descarta a pessoa como se ela nunca tivesse sido importante. Costuma acumular sentimentos vários a respeito dos outros e da vida em geral. Um belo dia, explode como uma bomba atômica e nesse dia os problemas que esses sentimentos estavam causando, são eliminados para todo o sempre. Não gosta de pessoas invasivas porque ele mesmo é invasivo (detesta se olhar no espelho). Quase sempre é controlador e obsessivo, mas até um certo limite. Quando acha que está chegando perto ou ultrapassando os limites, se recolhe e trata de transformar aquela atitude numa outra, inteiramente oposta. Esses são os momentos de introspecção e isolamento. Há que se dar este tempo a Plutão. Passado o período de “ruminação”- que pode ser muito longo - renasce novinho em folha, como se nada tivesse acontecido. Tem dificuldade de lidar com qualquer rejeição porque se sente culpado. Em última análise, a culpa é uma questão de ego. Ouvi, um dia, de um plutoniano a seguinte frase: “não posso gostar de ninguém porque elas morrem”. Ao que fui obrigada a dizer de uma forma bem gentil: “meu amor, você não tem o poder de vida e morte sobre as pessoas”. Plutão está diretamente ligado ao sentimento de poder. Tudo que fugir ao controle dele, pode ser extremamente angustiante. Por isso, ele tenta, tenta de novo, espera, quase desespera para conseguir o que quer. Quando não consegue então ele supera. É o momento da transcendência, a única arma de superação possível. Mais uma vez a questão de morte e renascimento. Por essa e várias outras razões Plutão é considerado o planeta da morte. Mas ao longo da minha extensa prática, raramente vi uma referência à morte física e sim ao final de alguma situação de vida que vinha incomodando por longo tempo. É o momento da renuncia, do desapego. Ele para para pensar e chega à seguinte pergunta: o que estou disposto a renunciar para transformar minha vida em algo mais positivo? Frequentemente, quando chega a este questionamento é porque a mudança já se processou internamente e agora é preciso exteriorizá-la. E até que isto aconteça, ainda precisa de algum tempo para organizar os sentimentos e pensamentos. Plutão é lento, lento demais para o meu gosto. Não significa que seja burro. Muito ao contrário. É que precisa de tempo para processar o turbilhão de sentimentos contraditórios que fervilham dentro dele e que precisam ser organizados e transformados em ações racionais. Plutão nunca é superficial. Tudo com ele é intenso e profundo. Precisa chegar à causa primordial e por isso trava uma batalha sem trégua com ele mesmo. Costumo dizer que o pior inimigo de Plutão é ele mesmo. Dar este mergulho até as profundezas do próprio ser é assustador e doloroso. Ele acha que no âmago de si próprio vai encontrar um lodaçal do qual não sairá vivo. Mas quando toma coragem e mergulha – trata-se de um planeta de água, ainda que águas profundas – pode se deparar com uma belíssima corrente de água subterrânea, cristalina. É o outro lado radical de Plutão: o doador incondicional.
Estamos falando de Plutão porque rege o signo de Escorpião que começou no último dia 24 de outubro. Os leigos em astrologia têm o péssimo hábito de dizer que os Escorpiões são vingativos, ruins por natureza e incapazes de gestos generosos. Esquecem que existe, na simbologia deste signo, o Escorpião-Águia, aquele que transcendeu e voou em direção a uma camada superior de evolução humana; que já abandonou a casca do bichinho peçonhento que se esconde em locais escuros para se transformar em fênix. Existem muitos mitos a respeito deste signo e é disso que vamos falar na próxima vez. Por favor, lembrem-me da historinha do escorpião e do sapo na beira do riacho.

domingo, 4 de outubro de 2009

Seu mapa natal pode ser sua identidade celeste



Na antiguidade, era hábito os pais encomendarem aos "mestres" o mapa natal de seus filhos, assim que nasciam. O mapa, segundo a tradição, mostrava o caminho que aquela criança seguiria ao longo da vida. Mas sempre havia uma ressalva de que o mapa indicava mas não determinava. Creio que a astrologia cármica surgiu exatamente baseada neste princípio: nada era mais importante do que o livre-arbítrio do indivíduo. As estrelas apenas mostravam o caminho mais curto e mais acertado. Mas se no meio da caminhada a pessoa decidisse ir pelo caminho mais difícil, nada, nem mesmo as estrelas, impediriam esta decisão. Ou seja: o ser humano é livre para decidir toda e qualquer direção a ser tomada, independente das indicações mostradas pelo mapa. Desde então, comecei a pesquisar o velho binômio destino-livre arbítrio e cheguei a uma estranha constatação: evoluir é uma lei da natureza. Todos evoluem de uma forma ou de outra. Alguns mais lentamente outros mais rapidamente. Mas o processo não poderia ser revertido. A isso, chamei destino. Mas o livre-arbítrio seria a mola que movimenta esta evolução de mil maneiras individualizadas e normalmente obedecendo a um tempo igualmente estipulado pelo indivíduo, podendo, inclusive, começar numa encarnação e terminar em muitas encarnações posteriores.
Unindo conceitos místicos, acabei dando aula de Astrologia Cármica para aqueles que se interessavam por essa visão pouco ortodoxa e diferenciada da astrologia tradicional, mostrando que, na maioria dos casos o maior problema das pessoas estava exatamente nas áreas do mapa consideradas cármicas. Ou seja, aqueles pontos que ficaram mal resolvidos em vidas anteriores e que por essa razão eram enfatizadas na vida de hoje. Isso não levaria necessariamente ao conceito de castigo como a maioria imagina. Mas, sim ao de compensação. Essa área a ser compensada aparece marcada no mapa. Nisso se baseia meu estudo e quem se interessar pelo assunto, de verdade, será bemvindo.